Ultimato
Uma vez chamado por Deus para ser profeta, no ano em que o rei Uzias morreu (cerca de 740 a.C.), Isaías começa a anunciar primeiro o juízo e, depois, a misericórdia do Senhor sobre a nação eleita. Durante 40 anos, o profeta fez ambas as coisas. Logo no início recebeu uma estranha ordem: “Isaías, faça com que esse povo fique com a mente fechada, com os ouvidos surdos e com os olhos cegos, a fim de que não possam ver, nem ouvir, nem entender ” (Is 6.10). Com essa mensagem, o profeta realiza a primeira obrigação que tinha: convencer o povo do pecado e do juízo que cairia sobre a nação. Essa incapacidade de ver, ouvir e entender tornaria difíceis — senão impossíveis — a conversão e a cura do povo. Porém, o profeta deveria clamar continuamente (segundo a tradição, Isaías é o herói da fé “serrado pelo meio”, do qual fala a Carta aos Hebreus). O pico do juízo divino aconteceria mais de 150 anos depois, com a destruição de Jerusalém e a deportação do povo para a Babilônia (586 a.C.).
Entretanto, como o ministério do profeta era duplo, Isaías anuncia também a graça divina: “Os que restarem [os israelitas não deportados] serão como o toco de um carvalho que foi cortado” (Is 6.13). Eis o toco da esperança!
Digamos que esse carvalho tivesse 12 metros de diâmetro (como um cipreste do México) e 110 metros de altura (como a sequoia gigante da Califórnia). Ainda assim ele seria cortado ao rés do chão, perderia o tronco, os ramos, as folhas e a imponência, mas não as raízes. Ficaria o toco da esperança e o carvalho cresceria outra vez. O juízo divino não poupa a árvore e a graça divina poupa o toco da árvore. Isaías explica: “O toco representa um novo começo para o povo de Deus” (Is 6.13).
Deus nunca acaba com tudo! Ele sempre deixa o toco da esperança. Precisamos enxergar os tocos da esperança que estão nas Escrituras, na história e nos eventos. São apenas tocos, mas estão enraizados, firmes, cheios de vida e de potencialidade, que vão nos surpreender. Mesmo com uma mensagem carregada de guerras, sangue e “barulho de choro” (Is 15.8), o profeta, não apenas uma vez, mas várias, aponta para o mais solene e glorioso toco de esperança, tanto para os judeus como para os não-judeus:
A aflição dos que estiverem sofrendo vai acabar [...]. O povo que andava na escuridão [sem poder ouvir, ver e entender] viu uma forte luz; a luz brilhou sobre os que viviam nas trevas. Tu, ó Deus, aumentaste esse povo e lhe deste muita felicidade […]. Tu arrebentaste as suas correntes de escravos, quebraste o bastão com que eram castigados […]. As botas barulhentas dos soldados e todas as suas roupas sujas de sangue serão completamente destruídas pelo fogo. Pois já nasceu uma criança, Deus nos mandou um menino que será o nosso rei. Ele será chamado de “Conselheiro Maravilhoso”, “Deus Poderoso”, “Pai Eterno”, “Príncipe da Paz”. […] No seu grande amor, o Senhor Todo-Poderoso fará com que tudo isso aconteça (Is 9.1-7).
A criança, o menino, o rei, o “Príncipe da Paz”, são uma só pessoa: o Senhor Jesus Cristo. Esse notável toco de esperança “representa um novo começo para o povo de Deus” (Is 6.13b). O Apocalipse também nos fala de um novo começo: “Então vi um novo céu e uma nova terra. O primeiro céu e a primeira terra desapareceram” (Ap 21.1).Marcadores
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sexta-feira, 22 de novembro de 2013
Ultimato Uma vez chamado por Deus para ser profeta,
Ultimato
Uma vez chamado por Deus para ser profeta, no ano em que o rei Uzias morreu (cerca de 740 a.C.), Isaías começa a anunciar primeiro o juízo e, depois, a misericórdia do Senhor sobre a nação eleita. Durante 40 anos, o profeta fez ambas as coisas. Logo no início recebeu uma estranha ordem: “Isaías, faça com que esse povo fique com a mente fechada, com os ouvidos surdos e com os olhos cegos, a fim de que não possam ver, nem ouvir, nem entender ” (Is 6.10). Com essa mensagem, o profeta realiza a primeira obrigação que tinha: convencer o povo do pecado e do juízo que cairia sobre a nação. Essa incapacidade de ver, ouvir e entender tornaria difíceis — senão impossíveis — a conversão e a cura do povo. Porém, o profeta deveria clamar continuamente (segundo a tradição, Isaías é o herói da fé “serrado pelo meio”, do qual fala a Carta aos Hebreus). O pico do juízo divino aconteceria mais de 150 anos depois, com a destruição de Jerusalém e a deportação do povo para a Babilônia (586 a.C.).
Entretanto, como o ministério do profeta era duplo, Isaías anuncia também a graça divina: “Os que restarem [os israelitas não deportados] serão como o toco de um carvalho que foi cortado” (Is 6.13). Eis o toco da esperança!
Digamos que esse carvalho tivesse 12 metros de diâmetro (como um cipreste do México) e 110 metros de altura (como a sequoia gigante da Califórnia). Ainda assim ele seria cortado ao rés do chão, perderia o tronco, os ramos, as folhas e a imponência, mas não as raízes. Ficaria o toco da esperança e o carvalho cresceria outra vez. O juízo divino não poupa a árvore e a graça divina poupa o toco da árvore. Isaías explica: “O toco representa um novo começo para o povo de Deus” (Is 6.13).
Deus nunca acaba com tudo! Ele sempre deixa o toco da esperança. Precisamos enxergar os tocos da esperança que estão nas Escrituras, na história e nos eventos. São apenas tocos, mas estão enraizados, firmes, cheios de vida e de potencialidade, que vão nos surpreender. Mesmo com uma mensagem carregada de guerras, sangue e “barulho de choro” (Is 15.8), o profeta, não apenas uma vez, mas várias, aponta para o mais solene e glorioso toco de esperança, tanto para os judeus como para os não-judeus:
A aflição dos que estiverem sofrendo vai acabar [...]. O povo que andava na escuridão [sem poder ouvir, ver e entender] viu uma forte luz; a luz brilhou sobre os que viviam nas trevas. Tu, ó Deus, aumentaste esse povo e lhe deste muita felicidade […]. Tu arrebentaste as suas correntes de escravos, quebraste o bastão com que eram castigados […]. As botas barulhentas dos soldados e todas as suas roupas sujas de sangue serão completamente destruídas pelo fogo. Pois já nasceu uma criança, Deus nos mandou um menino que será o nosso rei. Ele será chamado de “Conselheiro Maravilhoso”, “Deus Poderoso”, “Pai Eterno”, “Príncipe da Paz”. […] No seu grande amor, o Senhor Todo-Poderoso fará com que tudo isso aconteça (Is 9.1-7).
A criança, o menino, o rei, o “Príncipe da Paz”, são uma só pessoa: o Senhor Jesus Cristo. Esse notável toco de esperança “representa um novo começo para o povo de Deus” (Is 6.13b). O Apocalipse também nos fala de um novo começo: “Então vi um novo céu e uma nova terra. O primeiro céu e a primeira terra desapareceram” (Ap 21.1).segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Desperte e viva !
Para que tropeçar no escuro se podemos caminhar à luz do dia?
Desperte e viva!
Leitura Bíblica
Romanos 13.11-14
Chegou a hora de vocês despertarem do sono (Rm 13.11b).
A Bíblia nos alerta várias vezes acerca do problema da sonolência espiritual. Por exemplo, lemos também em Efésios 5.14: “Desperta, ó tu que dormes, levanta-te dentre os mortos e Cristo resplandecerá sobre ti”.
É lamentável observar as multidões humanas passando pela existência como corpos sem vida espiritual! Embora rodeados da glória de Deus, parece que não enxergam. A Bíblia diz: “Os céus declaram a glória de Deus; o firmamento proclama a obra das suas mãos” (Sl 19.1). Mesmo assim, muitos vivem alheios e indiferentes a Deus. Movimentam-se num mundo cheio de manifestações divinas: o céu estrelado, o cantar dos pássaros, o murmurar dos rios, o sussurrar das brisas, o crepitar das folhas, o despontar da vida, mas parece que nada ouvem, nada percebem - parecem dormir o sono da morte.
Alguém afirmou o seguinte: “Não sei de uma necessidade maior ... do que uma nova compreensão de Deus. Muitos de nós estão mortos em vida. ... Mãos descem da eternidade para nos suster, porém estamos dormindo; vestimentas lavadas no sangue do Cordeiro são postas sobre nós, porém preferimos apegar-nos aos andrajos da nossa própria justiça; infinitas belezas espirituais pairam sobre a nossa cabeça, porém somos tão cegos para elas como os morcegos para a luz”.
Em outras palavras: Deus se importa conosco e nos sustenta, enviou Jesus (o “Cordeiro”) para morrer em nosso lugar e nos reconciliar com ele, mas não lhe damos importância.
Você também ainda permanece indiferente no sono da morte, alheio a tantas bênçãos e possibilidades gloriosas que Deus está pronto a nos dar?
Permita que a luz de Deus brilhe sobre a sua vida! Jesus Cristo é a fonte dessa luz, conforme ele disse: “Eu sou a luz do mundo. Quem me segue, nunca andará em trevas, mas terá a luz da vida” (Jo 8.12). Levante-se, desperte do seu sono de morte e siga a Jesus! - MM
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
A Sabedoria das manhãs
“Ao anoitecer , pode vir o choro, mas a alegria vem pela manhã” Sl 30.5
Quando eu era mais novo, persegui o ideal de nunca dormir contrariado com alguém. Fazia de tudo para tentar resolver as rusgas dos relacionamentos no dia em que ocorriam. Como se pode imaginar, não foi possível viver o que me propus. A vida real se impôs à ideal e em algumas noites tive de ir dormir chorando.
Não estamos livres do choro porque, como servos de Deus, não vivemos uma vida de mentirinha como em nossas brincadeiras de crianças. Pessoas queridas se vão, decepções vêm, amigos partem, e quando erramos sofremos as consequências dos tropeços.
A nossa fé deve nos tornar saudáveis o suficiente para dizermos como o salmista: “ao anoitecer, pode vir o choro”. Fé em Deus não nega o sofrimento; antes o enfrenta. Entretanto, o enfrenta na perspectiva da esperança e não do desespero. Chorar não é o fim, mas oportunidade para o favor divino. Espere em Deus! Ore! E se a resposta ainda não veio, vá dormir na esperança de que, pela manhã, o Senhor te visitará e mostrará o caminho.
– Senhor, ainda não tenho as respostas que minha alma deseja. Ainda não sei o que fazer. Mas entrego a ti a minha vida e esperarei pela tua misericórdia. Em Cristo, amém!
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
A Bíblia é
A Bíblia Sagrada é o livro
Que fala de salvação
Mostra a fé inabalável
Como a história de Abrão.
A Bíblia Sagrada é o livro
Que fala de mandamento
De Deus entregando a Moisés
E pedindo cumprimento.
A Bíblia Sagrada é o livro
Que conta a vida de Jó
De sua paciência na doença
E o que aconteceu à mulher de Ló
A Bíblia Sagrada é o livro
Dos lindos Salmos de Davi
Na alegria e sofrimento
Sabia chorar e sorrir.
A Bíblia Sagrada é o livro
Que conta a história de Jesus
Que pra salvar a humanidade
Teve morte sangrenta na cruz
Por isso, caro leitor,
Hoje lhe faço um apelo
Presenteie e leia a Bíblia
E encontrará sábios conselhos.
Dando a Bíblia estará ensinando
Como a Pessoa se salvar
Lendo a Bíblia e praticando
Com Cristo irá se encontrar.
Fonte: FESOFAP | Adaptado Sou da Promessa
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Deus É o Evangelho - John Piper
POR: John Piper
Você já se perguntou por que o perdão de Deus tem algum valor? E quanto à vida eterna? Você alguma vez se perguntou por que uma pessoa iria querer ter vida eterna? Por que deveríamos desejar viver eternamente? Estas indagações têm importância porque é possível querer o perdão e a vida eterna por razões que provam que você não os tem.
Vejamos
o perdão, por exemplo. Você pode desejar o perdão de Deus porque é
muito infeliz com sentimentos de culpa. Você quer apenas um alívio. Se
você crê que Ele o perdoa, então terá algum refrigério, mas não
necessariamente a salvação. Se deseja o perdão simplesmente por causa
de alívio emocional, não terá o perdão de Deus. Ele não o dá para
aqueles que o usam unicamente para obter as Suas dádivas e não desejam
ter a Ele mesmo.
Ou
você pode querer ser curado de uma enfermidade ou conseguir um emprego
ou encontar um cônjuge. Você então toma conhecimento de que Deus pode
ajudá-lo a conquistar estas coisas, mas que primeiramente os seus
pecados deveriam ser perdoados. Alguém orienta você a crer que Cristo
morreu pelos seus pecados, e que se você crer nisto, seus pecados serão
perdoados. Você então crê a fim de remover o obstáculo à saúde, ao
emprego, e ao cônjuge. Essa é a salvação do evangelho? Penso que não.
Em
outras palavras,importa o que se espera obter através do perdão.
Importa o porquê de desejá-lo. Se quiser o perdão exclusivamente pelo
interesse de saborear a criação, então o Criador não é honrado e você
não está salvo. O perdão é precioso por uma razão definitiva: ele o
capacita a desfrutar comunhão com Deus. Se não quiser o perdão por essa
razão, não o terá de maneira alguma. Deus não será usado como moeda
para a aquisição de ídolos.
Semelhantemente,
perguntamos: por que queremos vida eterna? Alguém pode dizer: porque o
inferno é a alternativa, e essa é dolorosa. Outro pode dizer: porque
não haverá tristeza lá. Outro pode dizer: meus entes queridos foram
para lá e quero estar com eles. Outros podem sonhar com sexo e comida
incessantes. Ou riquezas mais nobres. Em todos estes propósitos uma
coisa está faltando: Deus.
O
motivo salvífico para se querer a vida eterna é apresentado em João
17.3: "Esta é a vida eterna: que Te conheçam, o único Deus verdadeiro, e
a Jesus Cristo, a quem enviaste". Se você não desejar a vida eterna
porque esta representa satisfação em Deus, então você não terá vida
eterna. Simplesmente mentimos a nós mesmos que somos cristãos, se
usarmos o glorioso evangelho de Cristo para conseguir o que amamos mais
do que a Cristo. As “boas novas” não se mostrarão boas a ninguém para
quem Deus não seja o benefício principal.
Esta
está a maneira como Jonathan Edwards expressa estas verdades em um
sermão para o seu povo em 1731. Leia o texto lentamente e deixe-o
despertá-lo à verdadeira excelência do perdão e da vida.
"Os redimidos têm todos os seus reais benefícios em Deus. O próprio Deus é o maior bem que possuem e desfrutam por meio da redenção. Ele é o bem mais sublime, e a soma de todos os benefícios que Cristo adquiriu. Deus é a herança dos santos; Ele é a porção de suas almas. Deus é a sua riqueza e o seu tesouro, seu alimento, sua vida, sua moradia, seu adorno e diadema, sua honra e glória eternas. Eles não têm ninguém no céu, além de Deus; Ele é o grande bem a quem os redimidos são acolhidos na hora da morte, e para o qual eles ressuscitarão no fim dos tempos. O Senhor Deus, Ele é a luz da Jerusalém celestial; é o “rio da água da vida” que corre, e a árvore da vida que cresce, “no meio do paraíso de Deus”. As magníficas excelências e beleza de Deus serão o que, por todo o sempre, nutrirão os pensamentos dos santos, e o amor de Deus será o seu banquete eterno. Os redimidos desfrutarão de outras coisas; eles desfrutarão dos anjos, e desfrutarão uns dos outros: mas o que eles apreciarão nos anjos e uns nos outros, ou em qualquer outra coisa, o que irá conceder-lhes gozo e satisfação, será o que, de Deus, é visto neles."(Os Sermões de Jonathan Edwards: Um Leitor [New Haven: Yale University Press, 1999], pp. 74-75)
Deleitando-me em Deus através do evangelho, com você,
Pastor John
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quarta-feira, 24 de outubro de 2012
O padrão de justiça do homem e o de Deus
por J. N. Darby
In: Um Deus Justo e Salvador
Todas as pessoas têm um certo conhecimento do bem e do mal; tal coisa elas dizem ser boa e tal coisa má. Mas talvez não existam duas pessoas que possuam exatamente o mesmo padrão do que seja bem e do que seja mal. O que as pessoas fazem é estabelecer um tal padrão do bem que possa incluir a elas próprias, e um tal padrão de mal que as exclua, e inclua outras.
Por exemplo, o alcoólatra acha que não há muito mal em beber, mas poderia considerar um grande pecado roubar. O ambicioso, que talvez pratique todos os dias alguma fraude ou algum desfalque "no mundo dos negócios", procura justificar-se com o pensamento de que é necessário e normal agir assim nos negócios, "e, para todos os efeitos, não fico bêbado ou praguejo e blasfemo como os outros fazem", diz ele.
Aquele que é imoral se orgulha de ser generoso e ter um bom coração para com os outros, ou, como se costuma dizer, "não faz nenhum mal aos outros, exceto a si mesmo". O homem honesto, moral, amável e cuidadoso para com sua família, satisfaz a si próprio fazendo o que ele chama de seu dever, e olha ao seu redor e se compadece dos pecadores declarados que vê; mas nunca considera quantos pensamentos maus, quantos desejos pecaminosos já produziu seu coração, mesmo que desconhecidos dos outros. Porém Deus julga o coração, apesar de o homem enxergar apenas a conduta exterior. Assim, cada um se compraz por não estar fazendo algum tipo de mal, e se compara sempre a alguém que tenha cometido algum pecado que ele acha haver conseguido evitar.
Isso tudo prova que os homens não julgam a si próprios segundo um padrão único do que seja "bem" e do que seja "mal", mas tão somente tomam como sendo "bem" aquilo que mais lhes agrada e condenam os outros. Mas há um padrão, com o qual tudo será comparado, e de acordo com o qual tudo será julgado -- um padrão de justiça; e tudo o que não corresponder a ele será condenado eternamente. Este padrão não é nada menos do que a justiça de Deus.
Quando alguém começa a descobrir que não é comparando a si próprio com os outros que ele será julgado, mas pela comparação com o próprio Deus, então sua consciência começa a ser despertada para pensar a respeito do pecado como quem está diante de Deus. Aí sim ele se reconhecerá culpado e arruinado; e não tentará justificar a si mesmo apontando para alguém que seja pior, mas ficará ansioso por saber se é possível que Deus, diante de quem ele sabe estar condenado, poderá desculpá-lo ou perdoá-lo.
domingo, 30 de setembro de 2012
A diferença entre união e comunhão
por Kelly Kapic
In: Comunhão com o Deus Trino
Crentes estão unidos a Cristo em Deus pelo Espírito. Essa união é uma ação unilateral de Deus, na qual aqueles que estavam mortos são vivificados, aqueles que viviam nas trevas começam a ver a luz e aqueles que estavam escravizados ao pecado são libertos para serem amados e para amar. Quando se fala em “união”, deve ficar claro que o ser humano é meramente receptivo, sendo objeto da ação graciosa de Deus. Essa é a condição e o estado de todos os santos verdadeiros.
A comunhão com Deus, no entanto, é distinta da união. Aqueles que estão unidos a Cristo são chamados para responder ao amor atrativo de Deus. Enquanto a união com Cristo é algo invariável, a experiência que uma pessoa tem da comunhão com Cristo pode oscilar. Essa é uma distinção teológica e empírica importante, pois protege a verdade bíblica de que somos salvos pela livre e radical graça divina. Além do mais, essa distinção também protege a verdade bíblica de que os filhos de Deus têm um relacionamento com o seu Senhor e de que há coisas que os crentes podem fazer para contribuir ou atrapalhar tal relacionamento.
Quando um crente lida confortavelmente com o pecado (pecados propositais ou de omissão), isso invariavelmente afeta seu nível de intimidade com Deus. Não é que o amor do Pai aumente ou diminua por seus filhos de acordo com suas ações, pois seu amor é constante. Não quer dizer que Deus se afasta de nós, mas nós nos afastamos dele. O pecado isola o crente, fazendo que se sinta distante de Deus. Depois, vêm as acusações – tanto de Satanás como de nós mesmos – que podem fazer o crente preocupar-se e entender que está sob a ira de Deus. Na verdade, no entanto, os santos não estão sob a ira, mas sob a sombra segura da cruz.
Embora a perseverança de um crente na oração, na adoração comunitária e na meditação bíblica não seja o que faz Deus o amar mais ou menos, tais atividades contribuem para promover uma bela experiência de comunhão com Deus. Entregar-se às tentações e negligenciar a devoção a Deus ameaça a comunhão, mas não a união. É essa união que encoraja o crente a retornar do pecado para Deus, que é rápido em perdoar, cheio de compaixão e fiel em seu amor infinito.
sábado, 15 de setembro de 2012
Obediência
Obediência
LEITURA BÍBLICA
Neemias 5.1-13
Sacudi a dobra do meu manto e disse: Deus assim sacuda de sua casa e de seus bens todo aquele que não mantiver a sua promessa. Tal homem seja sacudido e esvaziado! Toda a assembleia disse: “Amém!”, e louvou o Senhor. E o povo cumpriu o que prometeu (Ne 5.13).
A situação do povo de Jerusalém após o retorno do exílio babilônico não era fácil. Além da destruição, a injustiça e a exploração habitavam as ruas da cidade. As péssimas condições sociais geraram um verdadeiro caos, e por todo lugar crescia a desigualdade entre os próprios judeus. Algumas pessoas aproveitaram a desorganização social para oprimir os mais pobres, com alta cobrança de juros e penhora de bens e até de pessoas. Viver em Jerusalém nos dias de Neemias não era agradável: uns poucos enriqueciam explorando pessoas cada vez mais miseráveis. A vida era limitada pela ganância.
Mas um dia Deus mostrou uma oportunidade para abrir o coração e deixar ecoar a voz do sofrimento. Alguns que não suportaram mais a exploração foram até Neemias e apresentaram toda a sua indignação com a violência e os maus tratos. Ele era um homem de Deus, responsável pela reconstrução física, espiritual, emocional e social de Jerusalém. Neemias não ficou calado diante de tanta injustiça. Agiu como um servo de Deus deve agir e encontrou forças no Senhor para mostrar que somente o verdadeiro temor a Deus e aos seus mandamentos possibilita a reconstrução de uma sociedade. Teve coragem de trazer à tona as práticas contrárias à Lei do Senhor e tornar evidente a tristeza de Deus. Enfrentou os opressores, desmascarou a ganância e mostrou que a obediência a Deus deve ser o principal objetivo de um povo. Deus é o justo juiz sobre a vida de todos, e somente a ele cabe abençoar ou “sacudir e despojar” aquele que, ao invés de fazer o bem, usa sua vida para amaldiçoar os que estão próximos. Viva para Deus, obedecendo aos seus mandamentos, e faça parte do seu povo! - CM
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Obedecer a Deus Sempre siga-o
Obedecer
LEITURA BÍBLICA
Samuel 15.1-11
Transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus (Rm 12.2b).
Saul ligou o seu “achômetro” e fez o que lhe parecia bom, contrariando a ordem expressa de Deus. Ele fez isso reiteradamente, sendo o texto bíblico de hoje a narrativa de uma dessas ocasiões.
Este conflito entre a vontade divina e a humana não é recente. Aliás, a raiz do episódio da desobediência do homem no Jardim do Éden não é outra coisa senão o nosso velho conhecido “Deus-diz-assim-mas-eu-acho-que...”.
Confesso que o versículo em destaque sempre me incomodou, pois mais frequentemente do que seria aceitável minha vontade me parecia muito mais agradável do que aquilo que Deus quer e deixou registrado em sua Palavra. Meu coração gritava lá no fundo: Agradável para quem? Perfeita para quem? Tentei diversas acomodações e racionalizações, até entender que a única forma de não apenas saber e/ou crer que a vontade de Deus é boa, agradável e perfeita, mas experimentá-la (isto é, sentir isso e ver seu resultado), seria tendo a mente transformada por Deus.
É preciso mudar minha mente arrogante, que pensa saber melhor que Deus o que é bom; egocêntrica, pois pensa que todas as coisas têm de visar o meu bem-estar pessoal e instantâneo, além de incrédula, que se esquece constantemente de quem Deus é. Minha mente precisa expandir-se para entender o caráter divino e aprender a confiar no Senhor, pois afinal estamos falando daquele que tudo sabe e pode, absoluto em todas as suas perfeições, que é bom e sabe amar.
Em sua teimosia, Saul deixou de obedecer porque achou que sua vontade era melhor que a divina. Provavelmente nem se deu conta do que estava fazendo, assim como nós frequentemente fazemos. É preciso um constante submeter-se ao Senhor, dia após dia, até que confiar e obedecer se tornem hábitos, para então aprender a degustar a vontade de Deus. - MHJ
sábado, 8 de setembro de 2012
Siga a Cada dia Com Jesus.
“Se alguém tem sede, venha a mim e beba.” Jo 7.37
Na festa dos Tabernáculos Jesus clamou ao povo sedento: “Se alguém tem sede venha a mim e beba, quem crer em mim conforme diz a Escritura, rios de água viva fluirão do seu interior”. Esse convite é dirigido também a você. Há uma sede em seu coração que o dinheiro, o sexo e o poder não podem satisfazer.
Deus colocou a eternidade no seu coração e nada daquilo que é terreno pode satisfazer sua alma. Esse convite é para um relacionamento pessoal com Jesus. Não basta ouvir falar de Jesus, é preciso vir a Jesus. Não basta saber que a água é boa; é preciso beber dessa água. Jesus o convida a crer nele não de acordo com o que dizem os homens, com as suas conveniências, mas como diz a Escritura. Jesus promete uma vida pura, abundante e feliz.
Se agora mesmo você colocar sua confiança em Jesus, terá dentro uma fonte que vai jorrar para a vida eterna. Haverá abundância de paz em sua alma. Haverá uma alegria indizível em seu coração. Haverá uma vida maiúscula à sua disposição. Corra agora mesmo para os braços de Deus e beba da água da vida.
– Deus de imensa graça, dessedenta a minha alma cansada. Dá o alívio necessário ao meu coração árido! Preciso de teu socorro. Eu quero experimentar da tua água. Em nome de Jesus. Amém.
| Luz para o Caminho • lpc.org.br/cada-dia CC BY-NC-ND 3.0 • This work is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Brasil License |
terça-feira, 4 de setembro de 2012
Como falhamos ?
por John Piper
1) Deus nos criou para a sua glória.
2) Portanto é nossa obrigação viver para a sua glória.
3) Deus nos criou para a sua glória.
1) Deus nos criou para a sua glória.
Trazei meus filhos de longe e minhas filhas, das extremidades da terra, a todos os que são chamados pelo meu nome, e os que criei para minha glória (Is 43.6, 7).
A compreensão correta de tudo na vida começa com Deus. Ninguém jamais entenderá a necessidade da conversão se não souber por que Deus nos criou. Ele nos criou "à sua imagem", para difundirmos sua glória no mundo. Fomos feitos para sermos prismas que refratam a luz da glória de Deus em tudo na vida. Por que Deus quis deixar que ajudássemos a refletir sua gloria é um grande mistério. Chame-o graça, ou misericórdia, ou amor —é urna maravilha indizível. Antes não éramos. Passamos a existir — para a glória de Deus!
2) Portanto é nossa obrigação viver para a sua glória
Quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus (ICo 10.31).
Se Deus nos fez para a sua glória, é evidente que devemos viver para a sua glória. Nosso dever vem do desígnio de Deus.
Que significa glorificar a Deus?
Não significa torná-lo mais glorioso. Significa reconhecer sua glória, valorizá-la acima de todas as coisas e fazê-la conhecida. Implica gratidão de coração: "Aquele que me traz ofertas de gratidão, esse me honra" (Si 50.23, BLH). Também implica confiança: Abraão, "pela fé, se fortaleceu, dando glórias a Deus" (Rm4.20).
Glorificar a Deus é dever não apenas dos que ouviram a pregação do evangelho, mas também dos povos que têm apenas o testemunho da natureza e da sua própria consciência:
Desde que Deus criou o mundo, as suas qualidades invisíveis, tanto o seu poder eterno como a sua natureza divina, têm sido vistas claramente. Os seres humanos podem ver tudo isso no que Deus tem feito e, portanto, eles não têm desculpa nenhuma. Embora conheçam a Deus, não lhe dão a honra que merece e não lhe são agradecidos (Rm 1.20, 21, BLH).
Deus não julgará alguém por deixar de cumprir um dever se a pessoa não teve acesso ao conhecimento desse dever. Mas mesmo sem a Bíblia, todas as pessoas têm acesso ao conhecimento de que fomos criados por Deus e por isso dependemos dele para tudo, devendo-Lhe gratidão e confiança do nosso coração.
Bem dentro de nós todos sabemos que é nosso dever glorificar nosso Criador agradecendo-lhe tudo o que temos, confiando nele para tudo o que precisamos e obedecendo a toda a sua vontade revelada
sábado, 1 de setembro de 2012
Ser Feliz
por Augusto Cury
#Excerto do livro Dez Leis Para Ser Feliz
Ser feliz não é ter um céu sem tempestades, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem decepções.
Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros.
Ser feliz não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos.
Ser feliz não é apenas ter júbilo nos aplausos mas encontrar alegria no anonimato.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver a vida, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz não é uma fatalidade do destino, mas uma conquista de quem sabe viajar para dentro do seu próprio ser.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si e ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz, é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um “não”.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
É beijar os filhos, curtir os pais!
É ter momentos poéticos com os amigos, mesmo que eles nos magoem.
Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples que mora dentro de cada um de nós.
É ter maturidade para falar: “Eu errei”.
É ter ousadia para dizer: “Me perdoe!”
É ter sensibilidade para expressar: “Eu preciso de você”.
É ter capacidade de dizer “Eu te amo”.E, quando você errar o caminho, recomece tudo de novo.
Pois assim você será cada vez mais apaixonado pela vida.
E descobrirá que...
Ser feliz não é ter uma vida perfeita.
Mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância.
Usar as perdas para refinar a paciência.
Usar as falhas para esculpir a serenidade.
Usar a dor para lapidar o prazer.
Usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.
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quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Olhe para o alto !!!
Pare de olhar para seus problemas, suas limitações, mas olhe para o ALTO… Olhe para a ESPERANÇA. O sol não deixou de brilhar só porque a terra escureceu… Não é porque você esta passando por problemas, dificuldade e tals, que Deus deixou de te olhar e de cuidar de ti.
Deus falou para Ezequiel “ Coloque – se em pé”, pois Ele não fala com quem esta deitado, mas com quem esta posicionado. Ele esta te chamando assim como chamou por Ezequiel, para fazer a diferença e ser profeta do Senhor, então se coloque em pé… Posicione – se, pois Ele precisa que as pessoas saibam que há um único DEUS e que é maior que tudo e que todos, quer ouçam ou não… MAS VÁ… ABRA SUA BOCA E FALE.
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
A igreja, um lugar de vida
POR; Hernandes Dias Lopes
A igreja é um lugar de vida, e nós podemos usufruir essa vida abundante, por três razões:
Em primeiro lugar, porque aqueles que estão em Cristo ao olharem para o passado têm convicção de que seus pecados foram perdoados. Todo aquele que pela fé veio a Cristo, e o recebeu como Salvador, foi justificado e não pesa mais sobre ele nenhuma condenação. Com respeito à justificação foi liberto da condenação do pecado. Seus pecados foram cancelados. Sua dívida foi paga. A lei foi plenamente cumprida e as demandas da justiça satisfeitas. Quem está em Cristo é nova criatura. Recebe um novo coração, uma nova mente, uma nova vida, uma nova família, uma nova pátria. Nosso passado foi passado a limpo e fomos lavados no sangue de Jesus e, agora, temos uma nova vida, sem as peias da culpa.
Em segundo lugar, porque aqueles que estão em Cristo ao olharem para o presente têm convicção de que podem viver estribados no poder de Deus. Aquele que está em Cristo não está mais debaixo do poder do pecado. Não é mais escravo do pecado. O poder que opera nele não é mais o poder da morte, mas o poder da ressurreição. Nele habita plenamente a palavra de Cristo. Ele foi feito templo do Espírito Santo. Cristo habita em seu coração pela fé. Ele morreu para o pecado e, agora, está vivo para Deus. A suprema grandeza do poder de Deus está à sua disposição para viver vitoriosamente, pois com respeito à santificação foi liberto do poder do pecado.
Em terceiro lugar, porque aqueles que estão em Cristo ao olharem para o futuro têm convicção de que caminham para a glória. O nosso futuro já está determinado. E determinado não por um destino cego, mas pelo Deus onipotente. Aqueles que Deus conheceu, predestinou, chamou e justificou, a esses Deus também glorificou. Nossa glorificação é um fato futuro, mas na mente de Deus e nos decretos de Deus já está consumado. Não caminhamos para um ocaso lúgubre, mas para a eternidade bendita. Não marchamos para um túmulo gelado, mas para a ressurreição gloriosa. Não nos assombramos diante de um futuro incerto, mas gloriamo-nos na esperança da glória de Deus. Receberemos um corpo semelhante ao corpo da glória de Cristo. Viveremos e reinaremos com Cristo por toda a eternidade. Deus, então, enxugará dos nossos olhos toda a lágrima, porque com respeito à glorificação seremos libertos da presença do pecado.
| Autor: Hernandes Dias Lopes Site: hernandesdiaslopes.com.br Permissões: Você tem a liberdade de compartilhar (copiar, distribuir e transmitir a obra), desde que adicione as informações de autoria, não altere o conteúdo original e não utilize para fins comerciais. |
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