Mostrando postagens com marcador Obediência. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Obediência. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Deus É o Evangelho - John Piper


POR:  John Piper

Você já se perguntou por que o perdão de Deus tem algum valor? E quanto à vida eterna? Você alguma vez se perguntou por que uma pessoa iria querer ter vida eterna? Por que deveríamos desejar viver eternamente? Estas indagações têm importância porque é possível querer o perdão e a vida eterna por razões que provam que você não os tem.

Vejamos o perdão, por exemplo. Você pode desejar o perdão de Deus porque é muito infeliz com sentimentos de culpa. Você quer apenas um alívio. Se você crê que Ele o perdoa, então terá algum refrigério, mas não necessariamente a salvação. Se deseja o perdão simplesmente por causa de alívio emocional, não terá o perdão de Deus. Ele não o dá para aqueles que o usam unicamente para obter as Suas dádivas e não desejam ter a Ele mesmo.

Ou você pode querer ser curado de uma enfermidade ou conseguir um emprego ou encontar um cônjuge. Você então toma conhecimento de que Deus pode ajudá-lo a conquistar estas coisas, mas que primeiramente os seus pecados deveriam ser perdoados. Alguém orienta você a crer que Cristo morreu pelos seus pecados, e que se você crer nisto, seus pecados serão perdoados. Você então crê a fim de remover o obstáculo à saúde, ao emprego, e ao cônjuge. Essa é a salvação do evangelho? Penso que não.

Em outras palavras,importa o que se espera obter através do perdão. Importa o porquê de desejá-lo. Se quiser o perdão exclusivamente pelo interesse de saborear a criação, então o Criador não é honrado e você não está salvo. O perdão é precioso por uma razão definitiva: ele o capacita a desfrutar comunhão com Deus. Se não quiser o perdão por essa razão, não o terá de maneira alguma. Deus não será usado como moeda para a aquisição de ídolos.
Semelhantemente, perguntamos: por que queremos vida eterna? Alguém pode dizer: porque o inferno é a alternativa, e essa é dolorosa. Outro pode dizer: porque não haverá tristeza lá. Outro pode dizer: meus entes queridos foram para lá e quero estar com eles. Outros podem sonhar com sexo e comida incessantes. Ou riquezas mais nobres. Em todos estes propósitos uma coisa está faltando: Deus.

O motivo salvífico para se querer a vida eterna é apresentado em João 17.3: "Esta é a vida eterna: que Te conheçam, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste". Se você não desejar a vida eterna porque esta representa satisfação em Deus, então você não terá vida eterna. Simplesmente mentimos a nós mesmos que somos cristãos, se usarmos o glorioso evangelho de Cristo para conseguir o que amamos mais do que a Cristo. As “boas novas” não se mostrarão boas a ninguém para quem Deus não seja o benefício principal.

Esta está a maneira como Jonathan Edwards expressa estas verdades em um sermão para o seu povo em 1731. Leia o texto lentamente e deixe-o despertá-lo à verdadeira excelência do perdão e da vida.

"Os redimidos têm todos os seus reais benefícios em Deus. O próprio Deus é o maior bem que possuem e desfrutam por meio da redenção. Ele é o bem mais sublime, e a soma de todos os benefícios que Cristo adquiriu. Deus é a herança dos santos; Ele é a porção de suas almas. Deus é a sua riqueza e o seu tesouro, seu alimento, sua vida, sua moradia, seu adorno e diadema, sua honra e glória eternas. Eles não têm ninguém no céu, além de Deus; Ele é o grande bem a quem os redimidos são acolhidos na hora da morte, e para o qual eles ressuscitarão no fim dos tempos. O Senhor Deus, Ele é a luz da Jerusalém celestial; é o “rio da água da vida” que corre, e a árvore da vida que cresce, “no meio do paraíso de Deus”. As magníficas excelências e beleza de Deus serão o que, por todo o sempre, nutrirão os pensamentos dos santos, e o amor de Deus será o seu banquete eterno. Os redimidos desfrutarão de outras coisas; eles desfrutarão dos anjos, e desfrutarão uns dos outros: mas o que eles apreciarão nos anjos e uns nos outros, ou em qualquer outra coisa, o que irá conceder-lhes gozo e satisfação, será o que, de Deus, é visto neles."(Os Sermões de Jonathan Edwards: Um Leitor [New Haven: Yale University Press, 1999], pp. 74-75)

Deleitando-me em Deus através do evangelho, com você,
Pastor John

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

O padrão de justiça do homem e o de Deus

 por J. N. Darby
In: Um Deus Justo e Salvador


Todas as pessoas têm um certo conhecimento do bem e do mal; tal coisa elas dizem ser boa e tal coisa má. Mas talvez não existam duas pessoas que possuam exatamente o mesmo padrão do que seja bem e do que seja mal. O que as pessoas fazem é estabelecer um tal padrão do bem que possa incluir a elas próprias, e um tal padrão de mal que as exclua, e inclua outras. 

Por exemplo, o alcoólatra acha que não há muito mal em beber, mas poderia considerar um grande pecado roubar. O ambicioso, que talvez pratique todos os dias alguma fraude ou algum desfalque "no mundo dos negócios", procura justificar-se com o pensamento de que é necessário e normal agir assim nos negócios, "e, para todos os efeitos, não fico bêbado ou praguejo e blasfemo como os outros fazem", diz ele. 

Aquele que é imoral se orgulha de ser generoso e ter um bom coração para com os outros, ou, como se costuma dizer, "não faz nenhum mal aos outros, exceto a si mesmo". O homem honesto, moral, amável e cuidadoso para com sua família, satisfaz a si próprio fazendo o que ele chama de seu dever, e olha ao seu redor e se compadece dos pecadores declarados que vê; mas nunca considera quantos pensamentos maus, quantos desejos pecaminosos já produziu seu coração, mesmo que desconhecidos dos outros. Porém Deus julga o coração, apesar de o homem enxergar apenas a conduta exterior. Assim, cada um se compraz por não estar fazendo algum tipo de mal, e se compara sempre a alguém que tenha cometido algum pecado que ele acha haver conseguido evitar. 

Isso tudo prova que os homens não julgam a si próprios segundo um padrão único do que seja "bem" e do que seja "mal", mas tão somente tomam como sendo "bem" aquilo que mais lhes agrada e condenam os outros. Mas há um padrão, com o qual tudo será comparado, e de acordo com o qual tudo será julgado -- um padrão de justiça; e tudo o que não corresponder a ele será condenado eternamente. Este padrão não é nada menos do que a justiça de Deus. 

Quando alguém começa a descobrir que não é comparando a si próprio com os outros que ele será julgado, mas pela comparação com o próprio Deus, então sua consciência começa a ser despertada para pensar a respeito do pecado como quem está diante de Deus. Aí sim ele se reconhecerá culpado e arruinado; e não tentará justificar a si mesmo apontando para alguém que seja pior, mas ficará ansioso por saber se é possível que Deus, diante de quem ele sabe estar condenado, poderá desculpá-lo ou perdoá-lo. 

domingo, 30 de setembro de 2012

A diferença entre união e comunhão



por Kelly Kapic
In: Comunhão com o Deus Trino

Crentes estão unidos a Cristo em Deus pelo Espírito. Essa união é uma ação unilateral de Deus, na qual aqueles que estavam mortos são vivificados, aqueles que viviam nas trevas começam a ver a luz e aqueles que estavam escravizados ao pecado são libertos para serem amados e para amar. Quando se fala em “união”, deve ficar claro que o ser humano é meramente receptivo, sendo objeto da ação graciosa de Deus. Essa é a condição e o estado de todos os santos verdadeiros.

A comunhão com Deus, no entanto, é distinta da união. Aqueles que estão unidos a Cristo são chamados para responder ao amor atrativo de Deus. Enquanto a união com Cristo é algo invariável, a experiência que uma pessoa tem da comunhão com Cristo pode oscilar. Essa é uma distinção teológica e empírica importante, pois protege a verdade bíblica de que somos salvos pela livre e radical graça divina. Além do mais, essa distinção também protege a verdade bíblica de que os filhos de Deus têm um relacionamento com o seu Senhor e de que há coisas que os crentes podem fazer para contribuir ou atrapalhar tal relacionamento.

Quando um crente lida confortavelmente com o pecado (pecados propositais ou de omissão), isso invariavelmente afeta seu nível de intimidade com Deus. Não é que o amor do Pai aumente ou diminua por seus filhos de acordo com suas ações, pois seu amor é constante. Não quer dizer que Deus se afasta de nós, mas nós nos afastamos dele. O pecado isola o crente, fazendo que se sinta distante de Deus. Depois, vêm as acusações – tanto de Satanás como de nós mesmos – que podem fazer o crente preocupar-se e entender que está sob a ira de Deus. Na verdade, no entanto, os santos não estão sob a ira, mas sob a sombra segura da cruz.

Embora a perseverança de um crente na oração, na adoração comunitária e na meditação bíblica não seja o que faz Deus o amar mais ou menos, tais atividades contribuem para promover uma bela experiência de comunhão com Deus. Entregar-se às tentações e negligenciar a devoção a Deus ameaça a comunhão, mas não a união. É essa união que encoraja o crente a retornar do pecado para Deus, que é rápido em perdoar, cheio de compaixão e fiel em seu amor infinito.

sábado, 15 de setembro de 2012

Obediência


Obediência 


LEITURA BÍBLICA 
Neemias 5.1-13 



Sacudi a dobra do meu manto e disse: Deus assim sacuda de sua casa e de seus bens todo aquele que não mantiver a sua promessa. Tal homem seja sacudido e esvaziado! Toda a assembleia disse: “Amém!”, e louvou o Senhor. E o povo cumpriu o que prometeu (Ne 5.13). 



A situação do povo de Jerusalém após o retorno do exílio babilônico não era fácil. Além da destruição, a injustiça e a exploração habitavam as ruas da cidade. As péssimas condições sociais geraram um verdadeiro caos, e por todo lugar crescia a desigualdade entre os próprios judeus. Algumas pessoas aproveitaram a desorganização social para oprimir os mais pobres, com alta cobrança de juros e penhora de bens e até de pessoas. Viver em Jerusalém nos dias de Neemias não era agradável: uns poucos enriqueciam explorando pessoas cada vez mais miseráveis. A vida era limitada pela ganância. 

Mas um dia Deus mostrou uma oportunidade para abrir o coração e deixar ecoar a voz do sofrimento. Alguns que não suportaram mais a exploração foram até Neemias e apresentaram toda a sua indignação com a violência e os maus tratos. Ele era um homem de Deus, responsável pela reconstrução física, espiritual, emocional e social de Jerusalém. Neemias não ficou calado diante de tanta injustiça. Agiu como um servo de Deus deve agir e encontrou forças no Senhor para mostrar que somente o verdadeiro temor a Deus e aos seus mandamentos possibilita a reconstrução de uma sociedade. Teve coragem de trazer à tona as práticas contrárias à Lei do Senhor e tornar evidente a tristeza de Deus. Enfrentou os opressores, desmascarou a ganância e mostrou que a obediência a Deus deve ser o principal objetivo de um povo. Deus é o justo juiz sobre a vida de todos, e somente a ele cabe abençoar ou “sacudir e despojar” aquele que, ao invés de fazer o bem, usa sua vida para amaldiçoar os que estão próximos. Viva para Deus, obedecendo aos seus mandamentos, e faça parte do seu povo! - CM 

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Obedecer a Deus Sempre siga-o

Obedecer 
LEITURA BÍBLICA 

Samuel 15.1-11 



Transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus (Rm 12.2b). 

Saul ligou o seu “achômetro” e fez o que lhe parecia bom, contrariando a ordem expressa de Deus. Ele fez isso reiteradamente, sendo o texto bíblico de hoje a narrativa de uma dessas ocasiões. 

Este conflito entre a vontade divina e a humana não é recente. Aliás, a raiz do episódio da desobediência do homem no Jardim do Éden não é outra coisa senão o nosso velho conhecido “Deus-diz-assim-mas-eu-acho-que...”. 

Confesso que o versículo em destaque sempre me incomodou, pois mais frequentemente do que seria aceitável minha vontade me parecia muito mais agradável do que aquilo que Deus quer e deixou registrado em sua Palavra. Meu coração gritava lá no fundo: Agradável para quem? Perfeita para quem? Tentei diversas acomodações e racionalizações, até entender que a única forma de não apenas saber e/ou crer que a vontade de Deus é boa, agradável e perfeita, mas experimentá-la (isto é, sentir isso e ver seu resultado), seria tendo a mente transformada por Deus. 

É preciso mudar minha mente arrogante, que pensa saber melhor que Deus o que é bom; egocêntrica, pois pensa que todas as coisas têm de visar o meu bem-estar pessoal e instantâneo, além de incrédula, que se esquece constantemente de quem Deus é. Minha mente precisa expandir-se para entender o caráter divino e aprender a confiar no Senhor, pois afinal estamos falando daquele que tudo sabe e pode, absoluto em todas as suas perfeições, que é bom e sabe amar. 

Em sua teimosia, Saul deixou de obedecer porque achou que sua vontade era melhor que a divina. Provavelmente nem se deu conta do que estava fazendo, assim como nós frequentemente fazemos. É preciso um constante submeter-se ao Senhor, dia após dia, até que confiar e obedecer se tornem hábitos, para então aprender a degustar a vontade de Deus. - MHJ 

sábado, 8 de setembro de 2012

Siga a Cada dia Com Jesus.

           
                             

               “Se alguém tem sede, venha a mim e beba.” 
Jo 7.37
Na festa dos Tabernáculos Jesus clamou ao povo sedento: “Se alguém tem sede venha a mim e beba, quem crer em mim conforme diz a Escritura, rios de água viva fluirão do seu interior”. Esse convite é dirigido também a você. Há uma sede em seu coração que o dinheiro, o sexo e o poder não podem satisfazer.
Deus colocou a eternidade no seu coração e nada daquilo que é terreno pode satisfazer sua alma. Esse convite é para um relacionamento pessoal com Jesus. Não basta ouvir falar de Jesus, é preciso vir a Jesus. Não basta saber que a água é boa; é preciso beber dessa água. Jesus o convida a crer nele não de acordo com o que dizem os homens, com as suas conveniências, mas como diz a Escritura. Jesus promete uma vida pura, abundante e feliz.
Se agora mesmo você colocar sua confiança em Jesus, terá dentro uma fonte que vai jorrar para a vida eterna. Haverá abundância de paz em sua alma. Haverá uma alegria indizível em seu coração. Haverá uma vida maiúscula à sua disposição. Corra agora mesmo para os braços de Deus e beba da água da vida.
– Deus de imensa graça, dessedenta a minha alma cansada. Dá o alívio necessário ao meu coração árido! Preciso de teu socorro. Eu quero experimentar da tua água. Em nome de Jesus. Amém.
Luz para o Caminho • lpc.org.br/cada-dia
CC BY-NC-ND 3.0 • This work is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Brasil License